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Como usar o Design Thinking no RH?

domingo, novembro 2016
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Nenhuma empresa duvida do fato de que a construção de cultura interna capaz de incentivar práticas que conduzam à constante inovação será a condição-chave de sobrevivência e diferenciação nos próximos anos.

Já falamos aqui sobre como inovar no recrutamento e sobre o que significa inovação em Recursos Humanos. Mas se você  ainda não sabe por onde começar a praticar essa mentalidade, indicamos uma ferramenta essencial para qualquer profissional inovador. O Design Thinking ajuda a identificar e a gerar soluções para problemas reais.

Com experiência centrada no ser humano, o Design Thinking é ideal para quem trabalha justamente com pessoas. Essa é uma das ferramentas que mais tem a ver com a realidade do RH. E num setor de recursos tão escassos, não é preciso pensar em investimentos significativos para ter pessoas motivadas e que movam a negócio para o seu diferencial competitivo. Esse método exige só dedicação e boa vontade.

Sabemos que fazer isso pode ser um problema para empresas  tradicionais e verticais, pois o Design Thinking estrutura-se em três pilares contrários a esse tipo de cultura: a empatia, a colaboração e a experimentação. Portanto, é um desafio para o RH, mas te mostramos aqui que é também uma oportunidade.

EMPATIA, COLABORAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO

O Design Thinking busca a solução de problemas de forma coletiva e colaborativa. Porque inovações não vêm do nada, mas do diálogo com todos os seus públicos. Por isso, praticar a empatia, ou seja, se colocar no lugar do outro, é um dos seus principais pilares.

Observar o problema do ponto de vista de todas as pessoas ajuda a entender suas necessidades reais e, assim, resolver o verdadeiro problema.

A diversidade dessa conversa também amplia as possibilidades de criação. É preciso realizar o processo com pessoas com conhecimentos e pontos de vista diferentes para criar um projeto inovador e que atenda a todos.

Além disso, um processo aberto aproxima os colaboradores e aumenta o sentimento de pertencimento, colocando todos como protagonistas e melhorando o clima organizacional.

O benefício da cocriação também é poder experimentar durante o processo. Assumir o erro e testar de novo garante uma validação na prática, e diminui a probabilidade de um resultado desalinhado com o que a empresa precisa.

COMO APLICAR O DESIGN THINKING AO RH?

O diamante duplo (ou double diamond em inglês) é o que guia um processo de Design Thinking. A ideia é ampliar as possibilidades, restringi-las e depois voltar a ampliá-las em sua fase de testes. Só então podemos ter uma visão completa dos problemas e de suas possíveis resoluções.

O mais interessante desse processo, e que foge de uma ferramenta tradicional, é que ele não precisa ser linear. Voltar etapas e fazer de novo é o que permite chegar mais perto da solução real.

Também no Recursos Humanos, é preciso considerar todas essas etapas. Veja como é possível aplicá-lo no setor:

Antes de partir para as etapas descritas acima, é importante definir o Problema que precisa ser resolvido. Depois, selecione um grupo de pessoas que se relacionem com esse problema de formas diferentes, e em diferentes perscpectivas. Quanto mais multidisciplinar e participativo for esse grupo, maiores a chances de chegarmos à melhor solução para o problema definido ou, até mesmo, chegar a conclusão de que o Problema mais importante a ser resolvido é outro – que não aquele inicialmente apontado como foco da discussão.

Problema e grupo de pessoas definido, é hora de seguir os passos do Duplo Diamante:

1. Entendimento

Entender O QUE É o seu problema é o primeiro passo para resolvê-lo. É comum as empresas partirem para a etapa de resolução somente com suposições.

Essa etapa pretende ampliar o seu olhar para além do que parece óbvio. Levante todas as informações internas, analise tendências de mercado e a concorrência.

2. Observação – vendo o que as pessoas não fazem, escutando o que não dizem

Ver e ouvir o que não está nas pesquisas quantitativas pode mostrar um panorama bem diferente do que você esperava. As pessoas têm muito mais a dizer (ou não dizer) do que os números.

Observe e ouça as histórias e emoções que sustentam a empresa.

A história de por que um colaborador pediu demissão pode trazer uma boa percepção sobre a retenção de talentos, por exemplo.

3. Insights – Aprendendo com a vida alheia

Experiências podem fornecer muitos pontos de vista. Um ponto de partida  melhor do que analisar dados quantitativos é sair pela empresa ou ir até o cliente e observar as verdadeiras experiências das pessoas em relação ao seu produto e/ou serviço. Colete essa pesquisa feita com qualidade e proximidade e analise o que pode ser um problema a ser resolvido.

No RH, essa etapa precisa da participação de diretores ou outros líderes. A visão deles, sua avaliação e sua aprovação precisam estar presentes para uma estratégia condizente com o objetivo macro da empresa.

Lembre-se: A missão do design thinking é traduzir observações em insights, e estes em produtos e serviços para melhorar a vida das pessoas.

4. Ideação

Aqui, o processo passa a ser ampliado novamente, para um panorama de O QUE PODE SER o seu problema. Faça um brainstorming sobre os problemas identificados, agrupe as ideias e as avalie. Elas podem virar conceitos e protótipos a serem testados.

Atenção: Independentemdente de o problema residir no domínio da física, da economia ou da história, os ocidentais aprenderam a pegar uma série de informações, análisa-las e convergir para uma única resposta. O pensamento convergente é uma forma prática de decidir entre alternativas existentes. No entanto, não é tão bom na criação de novas possibilidades. Se a fase convergente da resolução de problemas é o que nos aproxima das soluções, o objetivo do pensamento divergente é multiplicar as opções para criar mais escolhas. Ao testar ideias concorrententes comparado-as umas com as outras, são maiores as chances de o resultado ser mais ousado, mais criativo e mais atraente. De acordo com Linus Pauling (ganhador de dois premios Nobel) “Para ter uma boa ideia, você antes precisa ter muitas ideias.”

Lembre-se de que o termo design não existe por acaso. Pense esses processos de forma visual. Organize um ambiente sem julgamentos, onde todos possam visualizar e interferir no processo, sem medo de errar ou manter o andamento estático. Você pode fazer mapas mentais, desenhos, storyboards e o uso de muitos post-its.

O objetivo é o diálogo, e não a solução.

5. Prototipagem e testes

Como a abertura à experimentação é a essência de qualquer organização criativa, a prototipagem – a disposição de seguir adiante e testar alguma hipótese construindo o objetivo – é a melhor evidência de experimentação.

Depois de tudo isso, verifique o que funciona, testando com todos os colaboradores. Isso não precisa ser feito em formato final, e sim em modelo de baixo custo. Assim, fica mais fácil colocar em prática e desapegar da ideia.

Um MVP – Minimum Viable Product é o ideal aqui. Se trata de uma versão simples da sua ideia final. Os prototipos iniciais devem ser rápidos, rudimentares e  baratos.

Lembre-se: a meta da prototipagem não é criar um modelo funcional. É dar forma a uma única ideia para conhecer seus pontos fortes e fracos e identificar novos direcionamentos para a próxima geração de protótipos mais detalhados e lapidados.

Muitas melhorias podem ser identificadas no projeto piloto. Se sua resposta for um treinamento, teste-o em algum setor ou com um grupo selecionado e anote os feedbacks para ajustar depois.

6. Iteração

A etapa de O QUE FUNCIONA é a melhoria dada à solução a partir dos feedbacks. Recolha o retorno oferecido pelas pessoas, melhore e, só então, parta para o planejamento.

Mas não se esqueça de que não há linearidade e fórmulas prontas. Volte etapas quantas vezes for preciso. Como um bom RH, a sua função é encontrar soluções sustentáveis e não tapar o buraco.

As boas ideias, aquelas que trazem soluções de longo prazo, não vêm do nada. Quer entender mais? Recomendamos uma olhada no vídeo “De onde vêm as boas ideias”, do escritor Steven Johnson.

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