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O RH e a responsabilidade pela colaboração nas empresas

segunda-feira, abril 2017
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Todo dia, novas iniciativas baseadas no compartilhamento atribuem a mais pessoas o poder de oferecer seus serviços. É o caso de empresas como Airbnb, que conecta indivíduos e desvenda novos espaços e anfitriões, ampliando as possibilidades do mercado e a experiência das pessoas.

O que isso significa para as empresas? Significa ter que lidar com essa nova mentalidade de mercado. Para comunicar uma visão colaborativa, no entanto, é preciso começar por dentro. E não há outro responsável por difundir essa cultura senão o setor de RH, que deve incentivar a colaboração entre as áreas e a integração entre todos os níveis de poder.

 

Mas como construir uma cultura colaborativa nas empresas?

 

Implantar processos colaborativos significa, antes de qualquer coisa, começar pela atitude de confiar. Como analisa Rachel Botsman, a moeda da nova economia é a confiança. Dessa forma, abrimos portas para empoderar as pessoas dentro da empresa, que passam a se sentir mais aptas a criar e a construir conexões significativas.

Botsman explica que conexões geram reputação. Quando as pessoas dentro da empresa confiam e reconhecem o trabalho de um colaborador, maiores as chances de ele encarar e receber novos desafios. É um círculo virtuoso que pode trazer possibilidades talvez nunca antes esperadas. Ou seja: um potencial pode estar escondido na sua organização enquanto a confiança não estiver plenamente estabelecida.

Porém é preciso sempre considerar que as pessoas agem como agem também por força do ambiente. Criar o clima propício, com espaços de troca e sem julgamentos, ajudam a explorar a sabedoria coletiva e a pluralidade de perspectivas. Quando nos sentimos à vontade fica mais fácil se responsabilizar por algo além do nosso próprio umbigo.

Separamos algumas dicas que podem ajudar sua empresa começar a entender na prática a economia colaborativa.

– Crie o ambiente para a conversa

Abra momentos para a troca entre os colaboradores, assim como entre colaboradores e gestores. Pode parecer óbvio, mas a prática da conversa e da escuta são o caminho mais fácil para a construção do diálogo.

 

– Estabeleça metas comuns

Normalmente, os resultados são medidos entre áreas, e não como um todo. O resultado disso é a falta de percepção do todo pelo colaborador, e de que a performance de um depende do outro. Além disso, modelos de avaliação que criam um ranking incentivam a competição, não a construção conjunta.

 

– Recrute habilidades sociais

Comece recrutando seus colaboradores pelo “porquê”, e não somente pelas suas habilidades técnicas. Isso significa incluir o comportamento colaborativo como pré-requisito no seu recrutamento e seleção.

 

– Motive equipes multiáreas

Projetos que integrem mais de uma área incentivam a visão sistêmica e a empatia. Isso também possibilita a avaliação das áreas de forma interconectada, e não de maneira isolada e competitiva.

 

– Comece pela liderança

O propósito precisa vir do exemplo. Se a sua principal liderança não pratica o que a empresa prega, dificilmente as demais pessoas irão incorporar a causa. Conecte todos a um propósito comum que venha de cima.

Criar equipes produtivas significa combinar com sucesso habilidades individuais. Por isso, a colaboração é cada dia mais essencial nas empresas. O RH tem o poder de pensar um projeto integral que favoreça esse novo espírito. A contratação, o treinamento, a forma como as decisões são tomadas e a criação de espaços propícios alimentam ou não o espírito colaborativo nas organizações.

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